sexta-feira, 4 de março de 2011

IPO do Porto inaugura maior unidade ibérica de radioterapia


A nova unidade de Radioterapia Externa do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, que será inaugurada esta sexta-feira, é a maior da Península Ibérica.
O investimento, de mais de 12 milhões de euros, contemplou o edifício que acolherá o novo serviço e mais lugares de estacionamento. Na inauguração, estarão presentes o primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Saúde, Ana Jorge.
Em entrevista ao P24, António Campos Júnior, director do Serviço de Transplantação de Medula Óssea, adiantou que os profissionais que trabalharão na nova unidade estão já em formação e que lá para Outubro já deverá ser possível tratar os doentes com radiação corporal total.
“Parte dos regimes de condicionamento, de preparação de doentes para transplante, é feita, em muitos países do mundo, com recurso a radioterapia. Apesar de o termos feito até aqui só com quimioterapia, de isso ser aceitável e de termos tido resultados mais ou menos idênticos, de facto, o standard é a radioterapia. E nós vamos poder acertar o passo pelo resto da comunidade científica nesta área”, explicou o clínico ao P24.
O novo serviço do IPO do Porto tem equipamento de última geração e capacidade para tratar em simultâneo 17 pacientes.

3/03/2011 - 18:11 Por Ana Isabel Pereira

Director clínico do IPO de Lisboa denuncia condições degradantes da unidade


O director clínico do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Nuno Miranda, denuncia as más condições da unidade, apelando ao Governo para que avance com obras de requalificação que permitam garantir o tratamento de doentes.
Nuno Miranda salienta que é necessária uma requalificação urgente do edifício do IPO Lisboa, lembrando que as instalações das consultas de medicina estão em condições de visível degradação. O responsável lembra a tutela que além de obras de requalificação, a unidade necessita ainda de novo equipamento que permita o atendimento dos pacientes tratados.
A substituição do actual pavilhão de medicina, a requalificação do edifício central e a aquisição de novos equipamentos para tratamentos por radioterapia surgem entre as exigências do director clínico.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Metásteses

Novo Hospital Pediátrico de Coimbra abre finalmente no fim-de-semana



Depois de vários atrasos e de uma derrapagem de 8,5 milhões de euros, o novo edifício do Hospital Pediátrico de Coimbra vai finalmente arrancar em pleno na segunda-feira, mas as mudanças começam já esta tarde, quando às 16h00 as consultas externas do antigo edifício terminarem.
Os doentes do internamento, cuidados intensivos e urgência começam a ser transportados amanhã de manhã para o novo Pediátrico do Centro Hospitalar de Coimbra, sendo que as urgências começam a funcionar a partir das 16h00 de amanhã. Até lá, o serviço mantém-se no edifício antigo e pede-se à população para só recorrer às urgências em caso de absoluta necessidade, para se evitarem dificuldades na mudança.
“Este é um hospital ao serviço da população e, por isso, apelamos para que sejam compreensivos e cooperativos neste processo, devendo dirigir-se às urgências do Pediátrico, por motivos de força maior, neste período de transferência”, apela a presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Coimbra, Rosa Reis Marques, num comunicado. O antigo pediátrico, em funcionamento desde 1977, poderá acolher o Centro de Saúde e as unidades de saúde familiares de Celas.
Uma obra da Administração Regional de Saúde do Centro, o Hospital Pediátrico de Coimbra, com mais de 150 camas, situado no Alto da Baleia, é a primeira unidade deste género a ser construída de raiz em Portugal.
A unidade vai prestar cuidados hospitalares integrais a crianças e adolescentes dos zero aos 18 anos, em enfermarias devidamente adaptadas às necessidades específicas das diferentes idades das crianças e adolescentes, e conta com valências como Pedopsiquiatria – que até agora funcionava num edifício à parte – e de mais equipamento e instalações para serviços como Medicina Física e de Reabilitação e Imagiologia. Tem ainda uma enfermaria de oncologia pediátrica para toda a região centro e um Centro de Procriação Medicamente Assistida.
A obra rondou os 92 milhões de euros, sofreu vários atrasos por terem sido encontradas linhas de água no subsolo e, mesmo assim, abre sem o acesso à circular externa estar feito, o que cria constrangimentos já que a circulação só se pode fazer pela circular interna. Além disso, o edifício está pronto desde 2009 mas só agora pode abrir já que, segundo a Administração Regional de Saúde do Centro, faltavam abrir alguns concursos para a instalação de equipamentos e realização de ensaios técnicos.

28/01/2011 - 09:57 Por Romana Borja-Santos

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Operação Nariz Vermelho

Quais os tratamentos actualmente disponíveis para o cancro?

Hoje em dia, existem várias opções de tratamento para o cancro. Estes tratamentos incluem a cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapêutica hormonal e imunoterapia. Pode, ainda, ser considerado um transplante de células estaminais (indiferenciadas), para que a pessoa possa receber doses muito elevadas de quimioterapia ou radioterapia.
O ideal, tendo em conta a diversidade molecular dos tumores, será recorrer à associação de diferentes agentes, de diferentes opções terapêuticas, de forma a maximizar o benefício terapêutico final. A investigação deverá optimizar a utilização conjunta destes agentes.
Na maioria dos casos, o factor mais importante e determinante na escolha do tratamento é, sem dúvida, o estado da doença, ou seja, a fase de desenvolvimento do tumor.
Muitas vezes o objectivo do tratamento é a cura, noutras é controlar a doença ou atenuar os sintomas, durante o maior período de tempo possível.
O plano de tratamento pode, no entanto, sofrer alterações ao longo do tempo. Alguns tipos de tumores respondem melhor a um só tipo de tratamento, enquanto outros podem responder melhor a uma associação de medicamentos ou mesmo de modalidades de tratamento.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Morreu Afonso Couto, de 7 anos, vítima de leucemia

Afonso Couto, de 7 anos, não conseguiu resistir às complicações que se seguiram ao transplante de medula óssea e morreu, esta quarta-feira, pelas 13h30.

O filho do piloto de automóveis André Couto estava internado há cerca de duas semanas nos cuidados intensivos do Hospital de S. João, no Porto.
Em Maio, a criança encontrara um dador de medula compatível que lhe dera a esperança para continuar a viver, através de uma mulher alemã, que poderia por fim à leucemia lingoblástica aguda que tinha sido diagnosticada ao menino em Outubro de 2009.
Segundo Isabel Saraiva, tia do menino, o Afonso recebeu o transplante a 21 de Maio, mas acabou por ter uma recaída que o obrigou a fazer novo ciclo de quimioterapia no Instituto Português de Oncologia (IPO).
A criança não resistiu às complicações que se seguiram ao tratamento. Há duas semanas que estava internado nos cuidados intensivos do Hospital de S. João, no Porto. A família ainda não decidiu sobre o funeral que poderá vir a realizar-se em Macau, de onde a criança era natural.